Arquivo para Taverna

Início Sangreto – 1ª Parte

Posted in Diário de campanha with tags , on setembro 27, 2008 by kalianwyght

Diário de Viagem, 10… não, 12 de Ches

Maldição! Estas últimas noites de bebedeira me fizeram perder um bom número de peças de ouro, além de atrasar a viagem em dois dias… mas que culpa tenho eu se as pessoas dessa região comemoram a Primavera mesmo no final da estação? Além do mais, precisarei de ter minha atenção redobrada para  retornar à Sembia caso encontre mesmo o tal artefato misterioso nas ruínas próximo à Winterhaven.

Segundo a minha guilda, lá eu devo procurar por um artefato, uma espada, que seria vital para as forças de resistência de Sembia contra o avanço Netheriano. Como sempre eu acho que é delírio daquele velho maluco. Onde já se viu achar um artefato no meio de um amontoado de pedras que possa causar uma reviravolta neste confronto que já existe há tanto tempo… De qualquer forma essa missão vai me garantir uma boa recompensa.

E por falar em dinheiro, preciso arranjar algum se eu quiser dormir em uma cama esta noite. Já estou cansado de dormir na floresta e em celeiros como aconteceu nas últimas noites e se repetirá pelos próximos 3 dias de viagem de Highmoon até Winterhaven. Vejamos as minhas opções…

A taverna, como é mesmo o nome? A Dama Coroada, se não me engano, está um pouco vazia. O taverneiro é um anão bem tosco com uma cicatriz no olho esquerdo chamado Osso-Duro. Deve ser algum aventureiro aposentado a julgar pelos modos e pelo machado gigante atrás do balcão. Se eu tiver cautela ele não irá me atrapalhar enquanto angario fundos dos clientes da sua taverna…

Próximo á entrada da taverna, à minha esquerda do salão, um grupo de amigos está conversando distraidamente, o que facilita muito o meu trabalho e ainda me permite uma rota de fuga caso eu tenha o azar de ser descoberto. Outra opção seria o bêbado que está perambulando por toda a taverna. Um mero encontrão e ele já fica sem sua bolsa de moedas. Mas pela cara do sujeito, dá pra perceber que a sua situação financeira é bempior do que a minha. Existem outros clientes em mesas próximas ao balcão, mas não valem tanto o risco pela proximidade do taverneiro.

Na mesa ao lado da minha, próximo à lareira, há um casal de forasteiros a julgar pelos seus trajes e porte. A mulher, se é que eu posso chamar essa montanha de músculos assim, parece bem ansiosa e vira as canecas de breja ininterruptamente. Ou ela está bem de grana ou vai arranjar uma confusão para sair sem pagar. E a julgar pelo saco de moedas próximo ao coldre da espada, está mais para a segunda opção. O seu companheiro parece bem tranqüilo, como se estivesse esperando por algum acontecimento. Pelo pouco que eu escutei da conversa, eles estão esperando pela chegada de alguém. Acho que já escolhi meu alvo…

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