Archive for the Diário de campanha Category

Morte na Caverna do Trovão

Posted in Diário de campanha on novembro 29, 2008 by kalianwyght

kalian_deadEscuridão

Dor, Angústia, Medo… Torpor

Já senti isso antes.

A primeira vez foi quando meu pai (ou o que restava dele) dilacerou o meu peito com a sua espada.

Era a minha primeira missão com as forças de resistência de Sembia (a Guilda Garras Vermelhas).

A missão era simples, porém importante: levar um prisioneiro para uma fazenda afastada da cidade para interrogatório.

dad_shadeEntretanto fomos surpreendidos por 2 membros da guarda de Sembia e 1 dos “Cavaleiros das Sombras” (membros da força de elite de Sembia, treinados diretamente pelo exército Netheriano). Mesmo com 3 dos melhores guerreiros da guilda na força de escolta, eu não sabia quem tremia mais frente ao cavaleiro das sombras.

A sua velocidade era tão alta que mal tínhamos a chance de desembainhar a espada ou tentar golpeá-lo.

Vi todos os meus companheiros caírem, um a um, quando a sombra surgiu em minha frente eu conseguir reconhecer em meio àquele olhar frio e distante, o semblante do meu pai. Ele simplesmente não me reconheceu ou simplesmente preferiu ignorar e desferir o seu golpe.

Ninguém conseguiu explicar como eu consegui sobreviver. Alguns dizem que foi o amuleto que eu carregava, outros que foi simplesmente um milagre.

Só me lembro de uma chuva de lembranças invadir a minha mente e um belo dia eu acordar como que de um sonho…

Mas pelo visto isso não irá acontecer dessa vez…106721

Na luta de hoje eu fui arrogante e achei que enfrentar três goblinóides brutamontes fosse tão fácil quanto bater em um punhado de kobolds.

Falhei com os meus companheiros.
Falhei com a Guilda Garras Vermelhas.
Falhei com a minha família.
Falhei comigo mesmo.
leavingÀs minhas lembranças juntam-se os meus temores e medos. Eu estou incapacitado e as trevas chegam às poucas pessoas que eu ainda prezo. Netheril vai dominar a todos como fez com a minha terra e com meu pai.

Ao longe eu escuto uma voz élfica chamando pelo meu nome. Segundo a minha mãe esse é o chamado que o seu povo élfico escuta quando é chegada a hora de traçar o seu caminho nas terras distantes.

Porém o sangue élfico da minha mãe não é forte o bastante para que eu pudesse ouvir tal chamado ou ser merecedor deste caminho.

Bom, só existe um meio de descobrir…

Início Sangrento – 2ª Parte

Posted in Diário de campanha on outubro 1, 2008 by kalianwyght

Raios!!
Havia acabado de me levantar da mesa indo em direção a uma mesa no fundo da taverna com um grupo de pessoas levemente ébrio e com as bolsas de moedas bem cheias quando uma figura encapuzada se aproximou da mesa ao lado da minha e se apresentou aos forasteiros. Ao passar perto da mesa ouvi um deles falar algo sobre Netheril. Seria o ser encapuzado um agente do Império Netheriano em missão por aqui? Será que eu deixei a minha guarda baixar tanto e não percebi que estava sendo seguido? Meu cabelo arrepiava só de pensar nas possibilidades. Segui até o balcão e pedi ao taverneiro uma caneca de conhaque fingido estar incomodado pelo frio. Ao retornar para minha mesa, notei que a pessoa encapuzada era na verdade um Eladrin, tendo em vista as suas feições e o olhar arrogante típico desse povo. Tentei ouvir melhor o que eles diziam, mas com o cair da noite o movimento e o barulho dentro da taverna já eram intensos. Procurei aproximar-me da mesa ao lado levando a minha cadeira para junto da lareira,. Ainda assim só conseguia capturar palavras isoladas, das quais algumas me chamaram a atenção: presença de tropas, Thunder Peaks, Evereska, pagamento. O assunto que antes eu via com apreensão passou a ser considerado por mim uma “curiosidade ladina”.

Foi então que a porta da direita se abriu repentinamente e dela surgiu uma mulher avassaladora caminhando em passadas firmes e trajando uma armadura lustrosa com os olhos característicos da Deusa Selune no peitoral. Era sem dúvida uma Paladina de Selune. Os olhos da mulher, azuis da cor do mar, traziam um misto de encantamento, mistério e terror. Ela parecia procurar por alguém e o meu coração gelou quando seus olhos me atravessaram. O bêbado que transitava pelo local, alheio a tudo isso, aproximou-se dela e, antes mesmo que pudesse fazer alguma ação ou balbuciar algo, foi levado ao chão por um movimento ágil e nada gentil do forasteiro sentado ao lado do Eladrin. O forasteiro virou-se para a paladina e disse:

Esse aí não vai te incomodar mais, milady. Se precisar de algo, sou Auden Thundersword e estou a seu dispor.

A paladina fez um leve aceno com a cabeça em agradecimento e seguiu para o balcão ainda olhando em volta a procura de alguém. O grupo na mesa voltou a discutir, mas confesso que após este evento fiquei ligeiramente alheio à discussão.

Alguns minutos depois, surgiu pela mesma porta uma nova prova de que aquela noite seria bem movimentada. Um Tiefling de pele vermelho-sangue entrou com um semblante exausto e ao mesmo tempo de alívio por encontrar um bar. Seguindo atrás dele, uma bela elfa com uma longa trança verde trazia um sorriso no rosto que logo sumiu ao analisar o recinto. É sabido que os elfos são bem avessos à civilização. Mas a mudança das feições da elfa veio acompanhada de preocupação ao perceber que a paladina já encarava o Tiefling de forma ameaçadora, levando sua mão ao cabo da espada. Este por sua vez parecia ter desligado o mundo à sua volta, preocupando-se apenas com o próximo gole de breja. A elfa pediu calma à paladina informando que seu companheiro era inofensivo.

Antes mesmo que a paladina esboçasse uma reação, a porta principal da taverna abriu-se violentamente e dela uma bela jovem, com cabelos vermelhos esvoaçantes, entrou correndo com um olhar aterrorizado indo diretamente ao balcão no fundo da taverna e perguntando ao taverneiro se havia alguma rota de fuga daquele lugar. A paladina aproximou-se com os olhos arregalados, como se presenciasse um milagre, dizendo que ela estava lá para salvar a jovem seguidora de Sune.

Enquanto todos no recinto tentavam entender o que estava acontecendo, fomos surpreendidos com a chegada, pelas duas entradas da taverna, de um pequeno bando (4 guerreiros pela esquerda e mais 3 pela direita). Um homem com tapa-olho, e provavelmente líder do grupo, gritou para que a jovem fosse executada, assim como quem tentasse interferir.

Eu particularmente não costumo entrar em brigas que não são minhas, a não ser que tenha alguma recompensa em jogo. No entanto, não sei se enfeitiçado por aqueles belos olhares femininos ou se pela adrenalina de uma boa luta, eu levantei-me em defesa daquela jovem, sendo seguido pelo taverneiro e por outros aventureiros presentes que se preparavam para o combate. O que ocorreu em seguida foi um banho de sangue.

Início Sangreto – 1ª Parte

Posted in Diário de campanha with tags , on setembro 27, 2008 by kalianwyght

Diário de Viagem, 10… não, 12 de Ches

Maldição! Estas últimas noites de bebedeira me fizeram perder um bom número de peças de ouro, além de atrasar a viagem em dois dias… mas que culpa tenho eu se as pessoas dessa região comemoram a Primavera mesmo no final da estação? Além do mais, precisarei de ter minha atenção redobrada para  retornar à Sembia caso encontre mesmo o tal artefato misterioso nas ruínas próximo à Winterhaven.

Segundo a minha guilda, lá eu devo procurar por um artefato, uma espada, que seria vital para as forças de resistência de Sembia contra o avanço Netheriano. Como sempre eu acho que é delírio daquele velho maluco. Onde já se viu achar um artefato no meio de um amontoado de pedras que possa causar uma reviravolta neste confronto que já existe há tanto tempo… De qualquer forma essa missão vai me garantir uma boa recompensa.

E por falar em dinheiro, preciso arranjar algum se eu quiser dormir em uma cama esta noite. Já estou cansado de dormir na floresta e em celeiros como aconteceu nas últimas noites e se repetirá pelos próximos 3 dias de viagem de Highmoon até Winterhaven. Vejamos as minhas opções…

A taverna, como é mesmo o nome? A Dama Coroada, se não me engano, está um pouco vazia. O taverneiro é um anão bem tosco com uma cicatriz no olho esquerdo chamado Osso-Duro. Deve ser algum aventureiro aposentado a julgar pelos modos e pelo machado gigante atrás do balcão. Se eu tiver cautela ele não irá me atrapalhar enquanto angario fundos dos clientes da sua taverna…

Próximo á entrada da taverna, à minha esquerda do salão, um grupo de amigos está conversando distraidamente, o que facilita muito o meu trabalho e ainda me permite uma rota de fuga caso eu tenha o azar de ser descoberto. Outra opção seria o bêbado que está perambulando por toda a taverna. Um mero encontrão e ele já fica sem sua bolsa de moedas. Mas pela cara do sujeito, dá pra perceber que a sua situação financeira é bempior do que a minha. Existem outros clientes em mesas próximas ao balcão, mas não valem tanto o risco pela proximidade do taverneiro.

Na mesa ao lado da minha, próximo à lareira, há um casal de forasteiros a julgar pelos seus trajes e porte. A mulher, se é que eu posso chamar essa montanha de músculos assim, parece bem ansiosa e vira as canecas de breja ininterruptamente. Ou ela está bem de grana ou vai arranjar uma confusão para sair sem pagar. E a julgar pelo saco de moedas próximo ao coldre da espada, está mais para a segunda opção. O seu companheiro parece bem tranqüilo, como se estivesse esperando por algum acontecimento. Pelo pouco que eu escutei da conversa, eles estão esperando pela chegada de alguém. Acho que já escolhi meu alvo…

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