Início Sangrento – 2ª Parte

Raios!!
Havia acabado de me levantar da mesa indo em direção a uma mesa no fundo da taverna com um grupo de pessoas levemente ébrio e com as bolsas de moedas bem cheias quando uma figura encapuzada se aproximou da mesa ao lado da minha e se apresentou aos forasteiros. Ao passar perto da mesa ouvi um deles falar algo sobre Netheril. Seria o ser encapuzado um agente do Império Netheriano em missão por aqui? Será que eu deixei a minha guarda baixar tanto e não percebi que estava sendo seguido? Meu cabelo arrepiava só de pensar nas possibilidades. Segui até o balcão e pedi ao taverneiro uma caneca de conhaque fingido estar incomodado pelo frio. Ao retornar para minha mesa, notei que a pessoa encapuzada era na verdade um Eladrin, tendo em vista as suas feições e o olhar arrogante típico desse povo. Tentei ouvir melhor o que eles diziam, mas com o cair da noite o movimento e o barulho dentro da taverna já eram intensos. Procurei aproximar-me da mesa ao lado levando a minha cadeira para junto da lareira,. Ainda assim só conseguia capturar palavras isoladas, das quais algumas me chamaram a atenção: presença de tropas, Thunder Peaks, Evereska, pagamento. O assunto que antes eu via com apreensão passou a ser considerado por mim uma “curiosidade ladina”.

Foi então que a porta da direita se abriu repentinamente e dela surgiu uma mulher avassaladora caminhando em passadas firmes e trajando uma armadura lustrosa com os olhos característicos da Deusa Selune no peitoral. Era sem dúvida uma Paladina de Selune. Os olhos da mulher, azuis da cor do mar, traziam um misto de encantamento, mistério e terror. Ela parecia procurar por alguém e o meu coração gelou quando seus olhos me atravessaram. O bêbado que transitava pelo local, alheio a tudo isso, aproximou-se dela e, antes mesmo que pudesse fazer alguma ação ou balbuciar algo, foi levado ao chão por um movimento ágil e nada gentil do forasteiro sentado ao lado do Eladrin. O forasteiro virou-se para a paladina e disse:

Esse aí não vai te incomodar mais, milady. Se precisar de algo, sou Auden Thundersword e estou a seu dispor.

A paladina fez um leve aceno com a cabeça em agradecimento e seguiu para o balcão ainda olhando em volta a procura de alguém. O grupo na mesa voltou a discutir, mas confesso que após este evento fiquei ligeiramente alheio à discussão.

Alguns minutos depois, surgiu pela mesma porta uma nova prova de que aquela noite seria bem movimentada. Um Tiefling de pele vermelho-sangue entrou com um semblante exausto e ao mesmo tempo de alívio por encontrar um bar. Seguindo atrás dele, uma bela elfa com uma longa trança verde trazia um sorriso no rosto que logo sumiu ao analisar o recinto. É sabido que os elfos são bem avessos à civilização. Mas a mudança das feições da elfa veio acompanhada de preocupação ao perceber que a paladina já encarava o Tiefling de forma ameaçadora, levando sua mão ao cabo da espada. Este por sua vez parecia ter desligado o mundo à sua volta, preocupando-se apenas com o próximo gole de breja. A elfa pediu calma à paladina informando que seu companheiro era inofensivo.

Antes mesmo que a paladina esboçasse uma reação, a porta principal da taverna abriu-se violentamente e dela uma bela jovem, com cabelos vermelhos esvoaçantes, entrou correndo com um olhar aterrorizado indo diretamente ao balcão no fundo da taverna e perguntando ao taverneiro se havia alguma rota de fuga daquele lugar. A paladina aproximou-se com os olhos arregalados, como se presenciasse um milagre, dizendo que ela estava lá para salvar a jovem seguidora de Sune.

Enquanto todos no recinto tentavam entender o que estava acontecendo, fomos surpreendidos com a chegada, pelas duas entradas da taverna, de um pequeno bando (4 guerreiros pela esquerda e mais 3 pela direita). Um homem com tapa-olho, e provavelmente líder do grupo, gritou para que a jovem fosse executada, assim como quem tentasse interferir.

Eu particularmente não costumo entrar em brigas que não são minhas, a não ser que tenha alguma recompensa em jogo. No entanto, não sei se enfeitiçado por aqueles belos olhares femininos ou se pela adrenalina de uma boa luta, eu levantei-me em defesa daquela jovem, sendo seguido pelo taverneiro e por outros aventureiros presentes que se preparavam para o combate. O que ocorreu em seguida foi um banho de sangue.

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4 Respostas to “Início Sangrento – 2ª Parte”

  1. StadtJever Says:

    Já ouví sobre isso “audição seletiva”. creio que tb sofra disso, meu caro.
    ^^

  2. StadtJever Says:

    Ei, aquilo foi uma mosca?

  3. marisoldesune Says:

    comentário idem no mago eladrin

  4. newtonrocha Says:

    Atualiza esse troço!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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